sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O nascimento de Jesus, um cordel sobre o Natal!!!

Boa Tarde!!! Amanhã é Natal!! O dia do ano mais esperado por mim, me dá aquela sensação que tudo vai recomeçar, e um sentimento de amor que transborda!! Achei um vídeo bem legal que assisti com meus pacientes sobre o verdadeiro espírito de Natal, tive certeza que caberia aqui pela reação das crianças ao entenderem o que realmente celebramos no Natal! Como a história está contada em cordel, vou dizer brevemente o que isso significa...
Literatura de cordel vulgarmente conhecida no Brasil como folheto, é um gênero literário popular escrito frequentemente na forma rimada, originado em relatos orais e depois impresso em folhetos. O nome tem origem na forma como tradicionalmente os folhetos eram expostos para venda, pendurados em cordas, cordéis ou barbantes em Portugal. No Nordeste do Brasil o nome foi herdado, mas a tradição do barbante não se perpetuou: o folheto brasileiro pode ou não estar exposto em barbantes.
Aqui em Maceió, é bem comum encontrarmos cordéis em feirinhas e artesanatos, é uma leitura lúdica geralmente de assuntos importantes!! Vamos lá conhecer?!



Fica aqui então meu desejo de Natal, espero que todos possam comemorar em família, e desfrutar dessa noite mágica, volto semana que vem com meus votos de ano novo e as novidades para 2012!!!

Bjosssss


Rafaela Gonçalves
Psicóloga
CRP 15/2886

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A lei da Palmada!

Bom dia!! Nosso tema hoje é polêmico: A palmada!
Essa semana recebi uma ligação de um canal de TV daqui de Maceió solicitando uma reportagem sobre o assunto, eu já sabia que minha opinião seria contrária á dos pais, e mesmo assim permaneço com ela, porque sei que palmada não mata, mais também não educa!
O ato de bater na criança representa um descontrole, é o último recurso para mostrar quem manda na relação, o pai que bate já perdeu as estribeiras da educação e está mostrando claramente que não há uma comunicação eficiente.
A chamada Lei da Palmada, projeto que prevê punições a pais que batem em seus filhos, foi aprovada na Câmara. O texto sujeita os pais infratores a penas socioeducativos e até o afastamento dos filhos. Claro que a intenção é diminuir o índice de violência contra a
criança, assim como a lei Maria da Penha diminuiu a violência contra a mulher.
O projeto, aprovado por unanimidade pela Comissão Especial da Câmara, especifica que crianças e adolescentes devem ser protegidos do castigo físico, e este começa na palmada, o projeto aprovado altera o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) para impor restrições ao uso desse castigo. Antes, o estatuto falava em maus-tratos, sem definir expressamente o termo.
Essa introdução é para que vocês entendam o que a lei propõe, mais saber apenas não funciona, temos que encontrar soluções para que a educação não precise chegar ao extremo, existem muitas formas disso acontecer, eu conheci vários pais que nunca encostaram nos seus filhos e hoje são crianças saudáveis, então a primeira lição é derrubar a crença limitante de que a palmada é necessária!
Um bom jeito de torná-la dispensável seria o estabelecimento de regras, regras claras, bem articuladas entre os educadores (pais, mães, avós, etc.), e essa vocês já conhecem, já falamos muito aqui no blog sobre a importância disso, afinal, a mensagem que queremos passar é o entendimento entre o certo e o errado e não a obediência absoluta já que queremos formar pessoas com opiniões e façam a diferença nesse mundo!!
Para os mais os mais grandinhos, seria interessante que eles pudessem estar presentes na montagem dessas regras, afinal, eles quem cumprirão nada mais justo que eles participem!!
Segue ai embaixo o link da entrevista que eu dei para TV pajuçara! Não sei postar o vídeo quando ele não está no youtube... Espero que gostem!!

http://tudonahora.uol.com.br/video/pajucara-manha/2011/12/15/lei-da-palmada-preve-punicoes-aos-pais

Bjos,

Rafaela Gonçalves
Psicóloga
CRP15/2886

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domingo, 11 de dezembro de 2011

Ajudantes do Papai Noel!!


Olá Mamães e Papais!!! Hoje venho para falar de coração, um assunto sério e que eu acredito muito!!! há alguns anos, venho junto com uns amigos entregando brinquedos aqui nas ruas de Maceió, esse ano infelizmente não pude me organizar a tempo para conseguir os brinquedos, então resolvi fazer alguns kits com lanche, coisas que crianças gostam, como pipocas, biscoitos, balas, etc!
Esse ano vocês puderam acompanhar muitas mudanças na minha vida, e não sei se conseguiram perceber, mais eu nunca me senti desamparada, e nunca quero me sentir assim! Nos momentos mais complicados eu contei com ajuda, e ela veio de lugares inesperados e de alguns até esquecidos! Eu não poderia agradecer, nem conseguiria, mais eu posso retribuir ao universo o que ele tem me mandado nesses últimos meses!! A princípio eu farei 100 kits, mais quando lancei a campanha tive a impressão que conseguiremos muito mais!!
Bom... a essa altura devem estar se perguntando cm podem ajudar não é?! Por enquanto só quem mora aqui em Maceió pode contribuir, e a doação é livre, sem limite de quantidades ou especificidade de alimento!! A única preferência é que seja algo que se vocês fossem crianças gostariam de ganhar!!
Um pouquinho que cada um puder ajudar vai fazer uma diferença enorme!!
Bom! deixo aqui meu email pessoal e meu celular para maiores inforações, inclusive para quem quiser participar da entrega!!
rafinha_goncalves@hotmail.com
(82) 93094488

Obrigada á todos os ajudantes do Papai Noel!!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Transtorno do Estresse Pós Traumático



Bom dia!! Faz uns dias que não apareço aqui... Esse fim de ano me trouxe menos disposição do que eu gostaria, então, tenho me dado esse "luxo" de descansar algumas vezes!
O tema que trago hoje é novo pra mim também, nunca recebi nenhuma criança com Transtorno de Estresse Pós traumático, mais acho interessante sempre ler sobre diversos temas, até para podermos avaliar com mais precisão, aos pais acredito que quanto mais eles conhecem sobre o desenvolvimento infantil mais podem ajudar de forma precoce ou até preventiva seus filhos.

De forma simplória podemos dizer que o TEPT (como é carinhosamente conhecido) é um quadro psicopatológico que pode ser desenvolvido depois de algum evento estressor, e este pode ter causas diversas, desde acidentes, maus tratos, abusos á guerras, desastres naturais, etc.. Poderíamos encaixar em qualquer um desses eventos como difícil de digerir, ou acomodar as sensações dentro da criança, desencadeando assim (nem todas as vezes) comportamentos diferentes do habitual.

Um dos sintomas mais visiveis e que devem servir de alerta para os pais, seria a revivência da cena, em brincadeiras e jogos ou na fala consciente, ou seja a criança está presa tentando elaborar a experiência, outro sintomas bem comuns seriam o aparecimento de medos e pesadelos com ou sem conteúdo relacionado ao trauma, interesse diminuído em atividades habituais; dificuldades de memória; perda de habilidades já adquiridas e retrocesso no desenvolvimento entre um tanto de outros. Em relação aos sintomas de excitabilidade fisiológica aumentada, crianças podem manifestar transtorno de sono; irritabilidade e raiva; dificuldade de concentração e consequentemente aprendizagem, etc.
O período de surgimento do quadro pode variar entre um e seis meses após o trauma, e geralmente não ultrapassa esse limite, o diagnóstico e os critérios de avaliação são específicos e diferenciados para crianças e adultos, apesar de alguns sintomas aparecerem de forma igual, a fase de desenvolvimento está diferente, ou seja, cada um dentro da sua etapa pode desenvolver o transtorno Sendo assim, não é só seu filho que pode apresentar esses sintomas, vemos muitas mães que choram a dor dos seus filhos e acabam adquirindo ela pra si, em outros casos, pais e filhos podem estar juntos e apenas um deles desencandear o TEPT. Tudo é uma questão de avaliação feita por um profissional competente e capacitado.

É importante salientar que, em todos os casos e transtornos, é necessário desenvolvermos a capacidade de "ouvir" a criança, prestar atenção na sua queixa, na sua dor. Muitas vezes na nossa capacidade de entender o que está se passando queremos que as crianças acompanhem nosso ritmo e cada um tem seu próprio tempo de elaborar, escute, acolha e converse sobre o trauma, mais um cuidado sempre deve ser tomado, ao cuidar não devemos ignorar a capacidade de recuperação da criança, muitas dores eles vão ter que aprender a curar sozinhos, e mesmo parecendo um absurdo, nem tudo na vida do seu filho vocês -papais e mamães- vão conseguir resolver, mais vocês podem, ensina-los a buscar essa força que existe dentro de cada um de nós para ficar bem de novo!!

Lembrando que se os sintomas persistem a ajuda de profissional psicólogo ou até mesmo um psiquiatra podem ser de uma importância ímpar!


Por hoje é só!!


O próximo tema ainda está em fase de escolha, mais tenho começado a pesquisar sobre a escolha da escola ideal e coisas relacionadas a vida acadêmica dos pequenos!!


Um bom Fim de Semana!!



Bjos!!



Rafaela Gonçalves

Psicóloga

CRP 15/2886




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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Os 5 primeiros meses!!

Bom dia!! Enquanto espero minha paciente, resolvi da uma espiadinha aqui no blog... Ontem ele completou 5 meses no ar!! Para que ele existisse eu precisei abrir mão de algumas coisas que só depois de muito tempo descobri que nem eram tão importantes assim... Perceber isso foi bem interessante porque nos primeiros posts eu estava eufórica, ansiosa, e meus posts eram atropelados! Com o passar do tempo (ou da falta dele) a coisa foi se acalmando e hoje escrevo conforme a necessidade, gostaria de ser mais assídua, quem sabe nas férias eu não me organizo e deixo vááários posts encomendados??






Nesses meses eu ganhei muitos presentes, e o mais importante foi meu consultório, durante muito tempo sempre quis ter meu cantinho, que eu pudesse arrumar e desarrumar, que eu pudesse escolher como seria, mais aprendi que tudo na vida tem seu tempo e finalmente depois de alguns anos eu estou no lugar onde sempre quis estar! Estou arrumando ele bem devagar, começei colocando o básico, agora eu começo a fazer as trocas por uma decoração mais minha cara!! Vou postar hoje algumas fotos dele atualmente, para quem sabe daqui há uns 6 meses ele esteja bemm diferente!!

Outra coisa que eu ganhei em tão pouco tempo, foi a capacidade de acreditar que eu posso muito mais do que eu penso que posso! Só na hora que a gente realmente precisa é que descobrimos a nossa força, e hoje eu tenho um projeto lindo caminhando ("Oficina Produtiva") e mais alguns esperando o tempo certo de nascer!!

O blog ainda é um bebê, e como todos nós estamos num processo de evolução, ele também vai precisar de um tempo para amadurecer e ganhar confiança nas próprias pernas!! Esse ano ainda estou mudando o layout dele para a marca que utilizarei no grupo de crianças que tem estréia prevista para março!! Quero tudo personalizado!!

Hum.. isso está com cara de retrospectiva!! Vamos deixar de papo e vamos as fotos?? Afinal estou aqui bem rapidinho e queria conseguir finalizar!! Aceito sugestões de mudanças ta?! Inclusive nas cores, disposição e modelos de móveis!!



















Nas duas primeiras fotos vcs podem a prateleiras de livrinhos infantis (ainda tem uma outra com a parte adulto), e o sofé (que esta sendo trocado por um marrom!!), nas duas seguintes, podemos ver a pintura que a artista plástica Samara Moura fez! Ela foi muito caprichosa e as minhas corujinhas ficaram extamente como sonhei!! As próximas são do móvel onde guardo os jogos, eles ficavam visiveis e as crianças adoravam, mais n se concentravam!! Sobre o móvel tenho um jardim Zen e umas pimentinhas feitas a mão!! Fora uma mulata que eu enchi de chocolates, para a sessão ficar mais doce!!

Vou ficando por aqui (eu planejava escrever mais!! )... Nosso próximo post será sobre Estresse Pós Traumático, pretendo ajudar papais e mamães a identificarem o quanto antes essa dificuldade!!


Bjos!!


Rafaela Gonçalves

Psicóloga


CRP15/2886

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sábado, 19 de novembro de 2011

Quem acredita em Papai Noel?


Boa Tarde!! Nem vou me desculpar pela falta... Não pensem que é por desatenção! É pura falta de tempo mesmo... A Oficina foi um sucesso!! Apareceram a quantidade de crianças que esperávamos e tudo correu na mais pura ordem (ok, nem tanto!! 20 crianças e muito estímulo = bagunça, mais uma bagunça produtiva que surtiu muito efeito já que algumas mamães procuraram ajudar seus filhos fora do contexto terapêutico!!). Nossa próxima edição já está agendada e acontecerá no dia 26/11/2011, e as oficinas serão voltadas para pinturas com tintas e máscaras!!
Mais estamos aqui para trabalhar!! O tema hoje foi difícil de escolher porque estou com muitas idéias na cabeça, e priorizar algumas coisas é uma dificuldade da minha personalidade ansiosa!! Bom, escolhi um tema que foi motivo de discussão lá na Oficina!
Estou eu arrumando a próxima dinâmica enquanto os pequenos lancham e um papo me chama atenção... Assim seguiu mais ou menos o diálogo:
Criança 1 - "eu descobri que papai noel não existe!"
Criança 2 - "Sério?!, como foi isso?!"
Criança 1 - "Ganhei microcâmeras e instalei pela casa, meia noite vi que na verdade era minha mãe quem colocava os presentes!"
Criança 2 - "Nossa!! Vc foi esperto..."
E a criança 2 saiu com um olho de quem tinha perdido uma das últimas ilusões da sua primeira infância! E pasmem.. o garotinho que "inventou" essa história de microcâmeras também saiu arrasado, porque lá no fundo ele não sabe ao certo o que acontece para a árvore amanhecer cercada de presentes!! E sabe porque... no final ele sugeriu como dinâmica uma carta ao Papai Noel!! Ponto para a inocência!
Eu não ia perder a oportunidade de interferir! E fui lá conversar sobre o que acontece na noite de Natal! Contei a história do Papai Noel e deixei no ar uma dúvida.. que eu rezo para que permaneça enquanto dure a magia do Natal! Então nessa época do ano recebo algumas mamães que me questionam sobre a verdade... deve contar.. não deve...
Acho que isso é muito relativo, na minha opinião a data traz em si uma magia, tanto para adultos quanto para crianças... Acho também que desde cedo podemos falar sobre o Papai Noel como alguém que existiu, que foi bom e que presenteava as crianças, mais que como toda pessoa um dia ele teve que partir e deixou no lugar dele vários e vários "ajudantes" que deixam na noite de natal um presente e ele fiscaliza de perto a noite da entrega!! acho linda a tradição de deixar uns biscoitinhos e leite para o bom velhinho, ajuda na magia ele amanhecer tomado e os biscoitinhos mordidos!!
Já perceberam como eu gosto do Natal não é?! Na minha casa não temos tradições.. ainda!! Gosto do lúdico, acho que ajuda a gente a passar sem muitas dores numa vida que ás vezes nos machuca tanto!!
Não importa de que forma vocês achem correto esclarecer, não existe um jeito único, mais um único elemento é saudável e deve permanecer que é o respeito pela inocência, deixe que seu filho vá tirando as próprias conclusões sobre determinados assuntos, deixe ele decidir até que dia ele vai acreditar em fadas, coelhos, papais noeis... Mais eu gostaria de saber como acontece ai na casa de vocês!! Que saídas vocês encontram para as perguntas nada convenientes!!

Espero que estejam preparando a sua casa e seu espírito para receber o Natal!!

Bjos,

Rafaela Gonçalves
Psicóloga
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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Oficina Produtiva Para Crianças



Bom Dia!! Resolvi aproveitar minha manhã de folga da segunda feira (Milagre!!) para divulgar meu mais novo projeto!! Na realidade esse é um trabalho em equipe, onde eu, mais uma Psicóloga [Simone Guedes] e um Terapeuta ocupacional [Thiago Eudes] pensamos em proporcinar ás crianças uma tarde de sábado diferente, com brincadeiras terapêuticas, onde poderemos trabalhar questões internas de forma lúdica.

Nossa idéia inicial era montar uma colônia de férias, mais isso só aconteceria no começo do ano vem e deixaríamos uma lacuna aberta ainda nesse finalzinho de 2011, a idéia da colônia não foi descartada, mais esse projeto vem tomando proporções tão legais que, acredito eu, montaremos uma proposta inovadora para as crianças no período pós ano novo!

Bom, deixa eu falar mais um pouco da Oficina!! Como funcionará este trabalho: será uma tarde de trabalhos que estimulam os sentidos e as percepções das crianças, nessas horas que trabalharemos juntos vamos proporcionar o desenvolvimento das habilidades que eles já possuem. Tudo isso de forma lúdica e feito sob medida! Estaremos recebendo crianças á partir de 3 anos até 11 anos, trabalharemos com oficinas, como de sucata, oficina de leitura, oficina de culinária, etc.. Como temos um olhar clínico, vamos aproveitar as oportunidades para intervir de forma terapêutica, incentivando inclusive, pais e mães a procurar uma ajuda especializada se assim for necessário! Não terá cara de terapia em grupo, nem de grupo terapêutico, a diferença se dará pelo fato que "abriremos e fecharemos processos" no mesmo dia, justamente para que se na próxima vez não puder vir (acontecerá de 15 em 15 dias) não ficar nada por terminar! É indicado para qualquer criança, nossa única restrição é que venham dispostos, porque aqui não tem espaço para desânimo!!

Falando em Grupo Terapêutico, estou a mil montando a proposta do ano que vem! O tema já está escolhido e as dinâmicas em andamento, essa é uma proposta diferente e eu vou dedicar alguns posts falando sobre para que vocês entendam como funciona!!

O folder da Oficina ficou pronto com certo atraso, mais isso não foi problema porque pela internet conseguimos atingir parte da nossa meta! Agora vamos até as escolas e hotéis da cidade para que possamos firmar parcerias, estou muito animada e acredito no potencial de fazer dar certo!!

Para participar é muito fácil! Só precisa entrar em contato com um dos números do folder, ou pelos emails oficinaprodutiva@hotmail.com ou orientapais@hotmail.com , não aconselho chegar no diara se inscrever pois o limite é de 20 crianças e não poderemos ultrapassar isso para que possamos garantir a qualidade do nosso trabalho!!


Qualquer dúvida pode entrar em contato, será uma tarde bem diferente!!



Aguardo todos lá!!


Bjos,


Rafaela Gonçalves


Psicóloga


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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Ler é um barato!


Bom dia!! Hoje é feriado, um dia cheio de saudades... Aproveitei para colocar em dia meu compromisso com vocês!! Essa semana ainda trago um novo projeto para apresentar aqui, mais esse infelizmente só poderão participar as crianças daqui de Maceió!! Mais quem sabe alguém não se interessa e promove um na própria cidade?! Acho que idéia boa precisa ser divulgada, então aguardem o próximo post!!

Vamos deixar de conversa mole e vamos ao que interessa?! Na minha formação em Hipnoterapia, aprendi que, quanto mais artisticamente vaga fosse a mensagem, mais surtiria efeito! Traduzindo para esfera da infância: quanto mais lúdico, melhor! Visitei a Bienal do Livro aqui em Maceió, adquiri muiitos exemplares (Se tem uma coisa que eu gasto mesmo é com jogos, roupas e livros!), achei que a feira estava voltada muito para o público infantil - ou era meu olhar - o que me deu vantagem, já que meus projetos do ano que vem e desse ainda são para crianças! Chegando lá encontrei uma quase coleção (porque de 5 livros só tinham 4!) intitulada de: "As fadas nos falam de...", e cada livro tem uma lição, um ensina sobre amizade, outro responsabilidade, gratidão e solidariedade. A leitura é bem gostosa e a lição vem entrelaçada com a magia das fadinhas, fora que as ilustrações são bem divertidas. Já estou usando no consultório e tem me rendido sessões bem legais!


Na mesma linha de leitura, eu comprei há muito tempo atrás (mais ainda estavam no plástico!), uma coleção na revista AVON, sem nenhuma pretenção segui minha intuição consumista e adquiri (desta vez completa) a coleção ensinando receitinhas super fáceis e deliciosas, tem para todos os gostos, da comidinha mais elaborada, até o lanchinho bem rápido, do doce ao salgado!! Vale a pena adquirir e mais que isso construir junto com a criança, será um momento bastante importante onde de forma lúdica, você estará proporcionando aprendizados como: colaboração, cuidado, consciência alimentar, coordenação motora, organização, entre outras mil coisas! Coloquei uma foto da coleção e uma da receita que eu mais gostei e vou preparar hoje!!






Lógico que já tive mil idéias, incluindo inclusive no meu Grupo Terapêutico, dinâmicas com culinárias! Estou no processo de criação das atividades e isso tem me deixado bem feliz!!


Livros são uns dos melhores presentes que podemos oferecer, hoje encontramos uma variedade sem limites, e o mais importante é que cada vez mais eles estão ficando mais interativos, sinto muito aqui na cidade não ter uma livraria Cultura, nem uma Saraiva para matar minha vontade de montar uma biblioteca infantil!! Mais aos poucos vou construindo, devagarzinho chegamos lá!!


Vou ficando por aqui, aproveitar para colocar meus emails em dia!!


Espero que gostem das dicas!!


Bjos,


Rafaela Gonçalves


Psicóloga


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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Mamadeira?! Não preciso mais!!

Boa Noite!! Depois de uma semana bem agitada estou de volta nesse espaço tão importante pra mim!! Esse post começei tem uns 3 dias, mais cada vez que começo preciso sair para resolver algo! Hoje dediquei a manhã para fazer duas postagens! Essa será sobre a retirada da mamadeira e a próxima será mmostrando uma coleção de livros lindos que adquiri na Bienal de livros aqui de Maceió!
O tema de hoje foi sugestão de uma mamãe leitora do blog, depois de pedir permissão para que pudesse usá-la como exemplo, vi que essa é uma dificuldade mais comum do que eu imaginei e que tem mais consequências do que pensamos!! (Pois é! Muita coisa aqui é novidade pra mim, por isso respeito muito as sugestões que recebo!)
Qual seria a idade certa para a retirada da mamadeira?? Sabe-se que a mamadeira vem como substituta do seio quando o leite materno já não é suficiente para a alimentação do bebê, uma das maiores invenções da humanidade para não deixar desamparadas também aquelas mamães que precisam trabalhar, e as que não podem amamentar... Mais quando é hora de trocar a mamadeira pelo copinho? Essa é uma fase tão importante quanto á primeira, afinal estamos sinalizando que a criança está crescendo!! E isso pode ser assustador! (Para os pais inclusive!)
A mamãe que eu falei lá em cima tem uma filha de 3 anos, e ela fez o processo da seguinte maneira: escreveu uma carta dizendo que era a Moranguinho, em poucas linhas falou assim:
  • ...semana passada eu fiz uma carta da moranguinho para ela, enviando um álbum com figurinhas e dizendo que ela era uma menina linda e inteligente, que havia aprendido mtas coisas esse ano mas que ainda tomava mamadeira, sendo q isso era coisa de bebezinho.

  • no final da carta, a moranguinho pergunta se ela quer trocar as mamadeiras pelas figurinhas...

Eu achei lindaa essa cartinha, ela foi delicada, sutil e totalmente no nível intelectual da menina! Essa menininha da carta é super vaidosa e adora elogios, e essa característica foi explorada de forma que ela optasse pela cartela, enxergando ela mesma como uma menina inteligente e que tinha aprendido muitas coisas! Ponto pra mamãe Carol!
Existem muitas maneiras de fazer isso, mais eu achei essa bastante lúdica e totalmente recomendável para a idade, para algumas mães isso pode não funcionar, então há efeitos também pela forma mecânica, avisando que vai tirar, tirando um horário e depois o outro, é uma forma bastante eficaz.
O mais importante nisso tudo é não voltar atrás! Vocês notarão a criança mais manhosa, algumas vão se recusar a tomar no copinho, ou até podem apresentar um quadro de choro e agressividade, tudo isso é "normal", estamos passando por um processo de adaptação e como todo processo leva um tempo e precisa da paciência e colaboração dos pais e principalmente dos avós!! Que morrem de peninha do choro sentido e querem a todo custo devolver a mamadeira!
Lembrando que nada de tirar no susto hein?! Tipo : "hoje não tem mamadeira!" De forma lúdica ou não, a criança tem que saber o que ela vai passar! Seria uma boa dica também ir escolher um copinho legal, hoje temos muitas opções!! achei umas bem legais na internet!! Mostrar a criança como faz a comida também vai ajudá-la a esquecer a mamadeira e a experimentar novos sabores!!
Bom.. Por hoje é só!! Mais pra mim não acabou pq estou preparando o novo post!! Olha que evolução hahah

Bom fim de Semana!!
Aguardem novidades hein?!

Bjos,

Rafaela Gonçalves
Psicóloga
CRP15/2886

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sábado, 22 de outubro de 2011

Arteterapia!

Boa Tarde!! Depois de alguns dias bemm agitados estou de volta aqui no blog para fazer um post sobre algo que tem me trazido frutos bem doces! Sempre tive uma certeza no meu caminho profissional, fazer terapia não deve ser um processo monótono, nem para o paciente, nem para o terapeuta! Minha surpresa foi maior quando, ao fazer a formação aqui em Maceió, eu descobri que o processo de arte pode e é, muitas vezes, mais reveladores do que as palavras, basta que o terapeuta não se limite a análises pré concebidas e direcione as perguntas certas. Não utilizo a Arteterapia na sua pura essência, e essa é outra vantagem, agrego ao meu conhecimento em Hipnoterapia Ericksoniana e a mistura me rende bons e surpreendentes resultados!
Minha intenção aqui hoje é falar sobre este modelo de conduzir o processo terapêutico para meus colegas que ainda não conhecem e orientar os papais e mamães sobre a importância de conhecer o profissional que irá cuidar do seu filho em terapia.
Os estudos freudianos falam que as imagens "escapam" com mais facilidade do superego e sendo assim ficam mais disponíveis para que o inconsciente, parte do nosso cérebro responsável pelo armazenamento de aprendizagens e emoções, tragam a tona para a construção de novas e saudáveis realidades! Resumindo...
"A Arteterapia tem como objetivo, favorecer o processo terapêutico, de forma que o indivíduo entre em contato com conteúdos internos e muitas vezes inconscientes, que foram barrados por algum motivo expressando assim sentimentos e atitudes, até então desconhecidos."
Na minha experiência particular, tenho todos os materiais possíveis (e não chegam nem á 1/5) para que meu paciente se expresse de forma mais confortável, e não só as crianças se beneficiam, os adultos também! Porém, é dos pequeninhos que falaremos hoje! Um dado importante é procurar não direcionar seu paciente na hora da criação, dê o comando, o material e... deixe que o resto o inconsciente se encarrega... Como eu sou obcecada pelas coisas limpas e organizadas, tratei de comprar um tapete emborrachado bem gr
ande para que meu paciente (leia-se eu mesma) não fique incomodado se acontecer algum "acidente"! Tirei uma foto de um momento de criação e depois de devidamente autorizado vou postá-la aqui, quase não se vê a paciente pq a minha intenção é mostrar o tapete e a caixinha com coisinhas como: botões, lantejoulas, linhas, estrelinhas, olhinhos, etc, etc e etc...


Os ganhos que temos quando uma criança consegue "dizer" o que está em seu coração não tem preço, então a minha dica de hoje é para que os papais e mamães procurem profissionais que falem na linguagem da criança, que traduzam e embrulhem para presente e entreguem de volta a ela, seus conteúdos de forma saudável!!
Fico por aqui, desejando a todos uma semana maravilhosa!!

Bjos,

Rafaela Gonçalves
Psicóloga
CRP15/2886

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Especial do Dia das Crianças!!!

Bom diiia!! Conforme prometido o post sobre T.O.C. na Infância sai ainda essa semana, estão faltando só umas coisinhas para finalizar!! Mais antes disso vamos falar sobre o tão esperado dia das Crianças, que já acontece depois de amanhã!!
Eu não sei ao certo como surgiu esse dia, procurei pela internet e achei a seguinte história:
"O Dia das Crianças no Brasil foi "inventado" por um político. O deputado federal Galdino do Valle Filho teve a idéia de criar um dia em homenagem às crianças na década de 1920.Os deputados aprovaram e o dia 12 de outubro foi oficializado como Dia da Criança pelo presidente Arthur Bernardes, por meio do decreto nº 4867, de 5 de novembro de 1924.
Mas somente em 1960, quando a Fábrica de Brinquedos Estrela fez uma promoção conjunta com a Johnson & Johnson para lançar a "Semana do Bebê Robusto" e aumentar suas vendas, é que a data passou a ser comemorada. A estratégia deu certo, pois desde então o dia das Crianças é comemorado com muitos presentes! Logo depois, outras empresas decidiram criar a Semana da Criança, para aumentar as vendas. No ano seguinte, os fabricantes de brinquedos decidiram escolher um único dia para a promoção e fizeram ressurgir o antigo decreto."
Muitos pais me perguntam que brinquedos são saudáveis, como presentear o filho nesta data, etc. Peço que se lembrem de quando eram crianças, o desejo por ter tal brinquedo e a satisfação de ganhá-lo são impossíveis de se explicar!! O problema está em dois aspectos, primeiro quando os pais acham bobagens os desejos infantis e enchem as crianças com brinquedos que na época deles faziam "sucesso", é muito legal seu filho conhecer um pião, uma peteca, um estilingue... porém se ele não terá a oportunidade de brincar como se deve, considerando que as brincadeiras de rua estão cada dia mais escassas, o presente perde o sentido não é? Pois bem, apresentar a idéia é uma excelente opção, mais respeitar o desejo da criança é algo que deve ser prioridade! Entramos então no segundo aspecto: alguns pais fazem o que não podem para dar o brinquedo da moda, extrapolam orçamentos, adquirem dívidas para que em algumas semanas o presente esteja num canto!! Agora eu confundi vocês não foi?? Vamos lá!
A primeira coisa que oriento os pais dos meus pacientes é com relação á comemoração da data, a revista Crescer postou no seu site muitas sugestões para que o dia seja comemorado em grande estilo, sem maiores gastos as sugestões vão desde brincadeiras até culinárias! Isso ajudará o presente a ficar em segundo plano, sendo assim para as famílias que podem comprar os brinquedos da moda, eu sugiro que peçam que a criança escolha um outro brinquedo seu que esteja em bom estado e faça uma doação, estamos ensinando a arte do desapego e que algumas vezes precisamos abrir mão de algumas coisas para conquistar outras. Já para as famílias que não podem comprar os brinquedos mais desejados eu sempre sugiro que faça junto com a criança uma lista contendo os desejos delas e as condições da família, sejam sempre honestos e não prometam nada que não podem dar, é importante crescer dentro da verdade!!
Enfim! Aproveitem a data juntinhos, alguns condomínios alugam aqueles brinquedos como pula pula, piscina de bolas, fazem bem muito brigadeiro e refrigerante e passam um dia cheio de diversão!! Isso na verdade é o que importa, curtirem uns aos outros!!!

Vou ficando por aqui desejando um feriado delicioso a todos!!

Bjos,

Rafaela Gonçalves
Psicóloga
CRP15/2886

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sábado, 8 de outubro de 2011

Transtorno Obsessivo Compulsivo na Infância


Boa Noite!! Como está o fim de sábado?! Finalmente conclui o post e publico hoje!! Já disse aqui algumas vezes, mais valçe sempre repetir que a idéia do blog me trouxe muitas coisas boas, profissionalmente e pessoalmente falando... Quando escrevo sobre algum tema aqui, faço uma boa pesquisa antes, e me fundamento nas experiências da clínica, e quando leio as postagens anteriores fico muito feliz de poder contribuir no alívio das preocupações de papais e mamães! Mais vamos ao que interessa!!
Falar sobre qualquer transtorno me exige um pouco mais de cautela porque muitas vezes a gente se reconhece, ou posiciona nossos filhos e amigos em alguns e no entanto, foi apenas uma fase que passou... Quem não já achou que um período maior de tristeza se caracterizaria por depressão? O lado bom disso tudo é que cada dia mais papais e mamães preocupados estão levando seus filhos mais cedo para uma ajuda especializada!
Hoje eu resolvi falar sobre o Transtorno Obsessivo Compulsivo, popularmente conhecido por T.O.C., tenho notado um crescente grito de socorro por terem seus filhos diagnosticados com o tal transtorno.
Como sabemos o que o TOC? De onde ele vem? E como posso ajudar meu filho? são alguns questionamentos que temos sempre que responder quando temos um diagnóstico fechado! Vamos então respondê-las aqui, lembrando que se em algumas situações seus filhos se comportarem parecidos ou igual, não há motivo para desespero, não é incurável, e com a ajuda certa e precoce logo tudo vai voltar ao que consideramos saudável!
O T.O.C. surge com a persistência de algumas manias, alguns tiques. E existe uma infinidade de comportamentos e pensamentos que seguem esse padrão, por exemplo, lavar as mãos repetidamente, arrumar sempre em uma ordem os materiais, entre outros, são apenas manias quando não alteram a rotina e nem causam sofrimento. O problema de fato começa quando, para sair de casa eu preciso lavar as mãos várias vezes, ou só posso fazer outra atividade quando aponto todos os lápis, e acabo preso num ritual, que não acrescenta nada á rotina e me angustia.
bora esse quadro, causador de grande sofrimento, tenha geralmente início na adolescência ou começo da idade adulta, ele pode aparecer na infância de forma tão comum quanto em adultos.
Dessa forma entendemos como T.O.C. a combinação de obsessões e compulsões que nada mais é do que a repetição de atos, rituais, atividades e pensamentos recorrentes e insistentes que se caracterizam por serem desagradáveis. Não gosto de classificar assim, mais percebo diariamente que esse transtorno pode vir tanto de fatores culturais quanto da educação familiar. Pacientes com T.O.C., geralmente tem um histórico de superproteção, perfeccionismo, educação rígida e repetitiva, com muitas advertências, entre outras. São crianças que naturalmente se exigem demais e estão em busca de alcançar um parâmetro quase que inatingível!
A ajuda deve ser o mais cedo possível, dificilmente a criança vai falar sobre o que está sentindo, pois nem ela mesmo compreende a necessidade de manter tais rituais ou pensamentos, mais a família é papel fundamental ajudá-la a superar, sendo assim o profissional competente vai fazer as intervenções necessárias e orientar a família para que possam juntos passar por esta fase!
Bom... Não vou me estender muito, mais me coloco a disposição para esclarecer quaisquer dúvidas, quanto mais discutimos mais treinamos nosso olhar para conseguir visualizar futuras complicações!! Fico aqui desejando um domingo de sol a todos!!

Boa Noite!
Bjos,


Rafaela Gonçalves
Psicóloga
CRP 15/2886

domingo, 2 de outubro de 2011

Material Terapêutico

Bom dia!! Hoje eu estou aqui para falar com meus amigos Psicólogos Clínicos, Professores da educação infantil, Psiquiatras ou Pais que por ventura se interessem... Todos nós sabemos a importância de ter sempre bons equipamentos de trabalho para que a sessão seja sempre bem explorada, é curioso como as crianças chegam no nosso consultório cheia dos equipamentos eletrônicos e quando se deparam com uma casinha toda de madeira ou com brinquedos que habitualmente eles não tem, se encantam!

Pensando em outras formas de incrementar minhas sessões eu comecei a explorar as habilidades da minha mãe em costura e fomos criando algumas peças, e foi dando tão certo que para alguns amigos eu fui indicando e comecei um novo negócio de vendas dessas peças!

Apresento pra vocês uma parte dos produtos que hoje estamos comercializando e entregando para todo Brasil! Vou colocando as fotos e descrevendo como eu utilizo, mais não é algo limitado ok? Vocês podem adequar ás necessidades dos seus pacientes e/ou sugerirem novos artigos!


Essa é a Família, utilizo ela dentro de uma casinha de madeira (que está recebendo pintura nova!) Tenho todas as cores (Família negra, branca e marrom) e utilizo sob medida para meu paciente, respeitando a necessidade de cada um em explorar aspectos como, convivência em família, regras, abuso sexual, geralmente utilizava Barbies, mais obtive mais resultados com esses bonecos por se assemelharem mais aos parentes! Esta familia possui 7 integrantes, mais como já falei acima, podemos adequar a necessidade de cada paciente, misturando inclusive as raças!



Essas são as Meninas, tenho também os meninos, seguem a mesma linha da família, mais são vendidas separadamente, apresento uma caixa cheia delas e peço que meu paciente escolha por exemplo, quem é ele, quem é o melhor amigo, e por ai vai dependendo, é claro, do que vai ser trabalhado naquela sessão!






O tapete contador de Histórias é um dos meus favoritos!! Gosto de coisas bem lúdicas, de sentar no chão, de me imaginar naquela cena, esse tapete conta a história do "Homem que não tinha sorte", mais por não ter os personagens fixos no tapete podemos contar várias outras! Ou pedir que os pacientes contem, esse tapete é todo bordado a mão e os tecidos tem texturas diferentes, o que contribui inclusive para um trabalho sensorial nas crianças menores, existem muitos outros modelos e as sugestões são sempre bem vindas!!








Ahh esse é o meu xodó!! A árvore genealógica!! Eu amo trabalhar com ela! Toda feita em feltro as cabecinhas saem e permite a criança ir reconhecendo seus familiares aos poucos, perfeito para trabalhar a chegada do irmãozinho, separação dos pais, etc... Ela sempre nos dá bons resultados porque é bastante lúdica, e a medida que eu vou falando o que é uma árvore genealógica vou pedindo que a criança pesquise sobre sua familia, criando raízes e laços afetivos mais sólidos!!




Bom... Quem me conhece sabe que eu me divirto junto com meus pacientes (e ás vezes até mais!!), estou sempre á procura de novas idéias, novos jogos... Gosto muito de usar coisas como tinta, argila, telas, tenho muitas lantejoulas, continhas... Quando postar o consultório vocês verão!!
Existem outros artigos que eu não postei para que não ficasse tão longo e para que despertasse a curiosidade dos leitores!! Mais quem se interessar pode mandar emails que eu respondo com sugestões, mais fotos , etc!
Nosso proximo post será sobre TOC infantil, e em seguida estou me programando para mostrar o uso da arteterapia no consultório!! Espero que em seguida possa mostrar meu cantinho!!

Bjos e ótima semana!

Rafaela Gonçalves
Psicóloga
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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Depressão Infantil

Boa Noite!! Como andam?? Já cansei de pedir desculpas pelas ausências! Eu já desisti de tentar deixar posts prontos e programados, mal termino de revisar e já publico, mais estou providenciando um tablet!! Quem sabe com mais praticidade eu não consiga cumprir com meus posts semanais?? Meu consultório está quassseeee pronto, e eu só quero postar as fotos dele completinho, já comecei a atender mais ainda não está como eu gostaria!!
Mais vamos ao que interessa, semana passada fui á uma viagem para Porto Alegre, fui conhecer umas primas e aproveitar para desfrutar da cidade, que é linda demais!! Para compras em geral achei um pouco cara, mais quando entrei na Livraria Cultura... Toda minha poupança foi por água abaixo!! Comprei muiiiitas literaturas para embasar meus atendimentos e posts, além de livros para ler com meus pacientes, os pequenos e os grandes! Dentro destes escolhi um bem interessante, que se chama "A prática Cognitiva da Infância", estou cada dia mais convencida á fazer um curso de especialização nesta abordagem! Vou utilizar muitas referências dele aqui no blog, e para começar escolhi: Depressão Infantil!
O que pensamos quando ouvimos Depressão?? Imagina quando ouvimos Depressão Infantil?? Pois é... Ruim pensar nisso, mais não posso deixar de alertar á vocês que a Depressão na Infância e Adolescência já é considerada um problema de saúde mental que cresce á cada dia... Antes de qualquer identificação vamos fazer a diferença entre a Depressão clínica e as alterações de humor geralmente experientadas quando algum evento acontece fora do comum, como em casos de perdas e separações. Estar triste não significa que está deprimido, mais na frente veremos os sintomas presentes no transtorno, mais de antemão é importante saber que a depressão provoca alterações cognitivas, comportamentais e emocionais, e tudo junto em alguns casos. A depressão infantil se manifesta diferente da depressão adulta, por isso é importante ficarmos atentos!
A primeira característica que (de forma bem superficial mais importante) deve ser valorizada para a procura de um tratamento específico é a prolongação em sair do quadro de tristeza ou apatia, ou até mesmo do quadro de agitação e hiperatividade, pois assim como no adulto a depressão infantil pode alterar o comportamento para "cima" ou para "baixo". Outros aspectos devem ser observados pelos pais, educadores e terapeutas, quanto antes identificados menos sofrimento será experimentado... São eles: perda de interesse em atividades que antes eram prazerosas; alteração do sono; alteração do apetite com perda ou aumento de peso; dificuldade de concentração; pensamentos de morte; fadiga excessiva ou baixa energia e sentimentos de desesperança ou culpa excessiva. Além de sintomas físicos como: dores de cabeça e de barriga, por exemplo!
A má noticia é que muitas vezes não notamos e tratamos como coisas de criança o que está causando um sofrimento, a boa noticia é que quando diagnosticada a criança tem mais "disponibilidade" a colaborar com o tratamento, já que as principais armas de defesa desaparecem quase que completamente na primeira proposta apresentada, principalmente com as técnicas de ludoterapia!
A dica que eu poderia dar aos pais quando identificarem alterações prolongadas nesses aspectos que eu citei antes, seria a de ão perder tempo e levar para um especialista avaliar e identificar que tratamentos seriam eficazes, mais algumas coisas vocês podem fazer em casa para auxiliar no processo, uma das técnicas chama-se Automonitoramento e consiste em auxiliar a criança a nomear o que está sentindo e o que está pensando, como um diário. É um jeito da criança se perceber e encontrar soluções para fazer diferente, os pais ajudarem a criança a fazer programas prazerosos também será uma fonte de recurso para uma melhora, mais nada disso anula a ajuda terapêutica caso seja aconselhada!
Bom... Por hoje é só! Vamos compartilhar as experências para ajudarmos cada vez mais uns aos outros!! Até a próxima!!
Bjos,

Rafaela Gonçalves
Psicóloga
CRP 15/2886

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domingo, 18 de setembro de 2011

Xixi na cama... Xi que drama!

Boa Noite! A semana não poderia ter sido melhor, finalmente montei o consultório e o próximo post será um especial sobre ele, com muitas fotos e pedidos de sugestões! Nosso tema hoje foi o pedido de uma leitora eu já estava em débito com ela, mais gosto de dar dicas quando, de fato, sei que dá certo, então quando me chegou um paciente com essa queixa, coloquei em prática meu manual anti xixi na cama e esperei os resultados, que foram bem positivos! Vamos lá?!

A primeira coisa a se saber é que nem sempre (eu diria quase nunca) a criança fazer xixi na cama é fator psicológico, a maioria delas têm rins saudáveis e não têm problemas emocionais. Vamos por partes. Se o xixi na cama perdura logo depois do desfralde, tem que avaliar se a criança já está na idade realmente de tirar, e em seguida ter um pouco de paciência, é um processo, e como todo processo vai levar um tempo.

É normal que até uns 6 anos eventualmente as crianças "molhem" a cama, afinal sua bexiga ainda está em processo de formação e talvez não esteja conseguindo armazenar todo xixi produzido ao longo da noite. O problema começa realmente quando, passada a fase de adaptação ao desfralde, a dificuldade em despertar para fazer xixi no lugar adequado continua dia após dia, ou melhor, noite após noite....

Alguns truques podem ser tentados... A primeira coisa é não colocar fraldas na criança só porque não está conseguindo se controlar durante a noite, isso além de ser péssimo para auto estima, pois estamos desacreditando na capacidade dela conseguir essa proeza, estamos deixando o cérebro preguiçoso, afinal quem vai pensar em recompensa na madrugada e cheio de sono?? Então é preciso muito amor para superar esse momento e claro que muita, mais muita paciência...

Uma dica bem interessante é uma hora antes de dormir não dar nenhum líquido á criança, nem água, nem suco, nadinha para que ela possa nessa hora que antecede o sono, produzir o xixi e fazê-lo antes de deitar-se, mais mesmo assim os pais vão ter que, no início, levantar-se e levar a criança no banheiro (sempre no mesmo horário), podem facilitar o processo deixando a luz acesa e levantando várias vezes (lembram da parte ter paciência??) para lembrá-lo de esvaziar a bexiga, e é muito importante elogiar se ele acordar sequinho!!

Após algumas semanas, está na hora de dar autonomia á criança e colocar um despertador (com um som razoável) para que ela comece a despertar sozinhas, isso deve ser feito todos os dias, incansavelmente, até conseguirem os resultados desejados, a média de resultado pode variar bastante de criança pra criança, mais com 2 semanas já conseguimos bastante êxito!

Alguns casos, precisam de intervenção médica ou psicológica, por exemplo, se a criança não fazia o xixi na cama e agora faz, pode ser uma tentativa inconsciente de chamar atenção para alguma situação mal digerida ou quando temos aquela criança controladora demais e que quando dorme, "perde o controle", em alguns casos crianças com sintomas de TOC acabam fazendo xixi na cama com frequencia, mais nesses casos, é necessária uma avaliação de um profissional Psicólogo. Ainda existem os fatores fisiológicos como nos casos que as crianças não tem o controle durante o dia também, se sentem dores quando urinam e acabam com medo de fazer á noite, entre outros fatores... E nesse momento é preciso que o Pediatra entre em ação para ajudá-los!

Tudo na vida da gente são fases, e algumas são mais frustantes que outras, mais quando temos apoio, carinho e compreensão fica muito mais fácil e menos traumático passar por elas, sei que muitas vezes é complicado, dá trabalho e perdemos a paciência, quando isso acontece está na hora de pedir ajuda seja para o companheiro, ou uma tia, ou a vovó ou vovô... O que vale é acreditar que tudo vai passar e que da experiência vão tirar as melhores aprendizagens!

Espero que as dicas ajudem!! Essa semana estou viajando para Porto Alegre, mais vou preparar o post mostrando minha salinha e deixar agendado!!

Bjos e Boa semana!!!



Rafaela Gonçalves

Psicóloga

CRP 15/2886


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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Os amigos - A importância de construir laços

Booa Noite! hoje eu só tenho notícias boas! Minha sala ficou pronta, e eu que no começo estava achando tudo mais ou menos, agora estou amando! Está com a minha cara e vai ficar ainda mais linda conforme o tempo for passando, a localização também é muito boa, estou muito confiante, logo posto fotos para vocês darem opiniões!! A outra notícia maravilhosa é que o blog mais uma vez me permitiu divulgar meu trabalho na televisão, e isso é sempre muito bom, quanto mais gente conhece o trabalho, mais podem ser ajudadas! Vamos ao que interessa??
Nosso tema hoje é sobre algo que cada vez está mais raro... A relação de amizade, aquela amizade que a gente compartilha as primeiras lembranças e que quando crescemos, ela ate pode ficar mais distante, mais o carinho e o respeito permanecem e duram por toda vida!!
Para começar vou postar um lindo poema do Mário Quintana:

"Meu Deus! Como é engraçado.
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço.
Uma fita dando voltas. Enrosca-se, mas não embola.
Vira, revira, circula e pronto, está dado o laço.
É assim que é o abraço (...)
Ah, então é assim o amor, a amizade, tudo que é sentimento.
Como um pedaço de fita.
Enrosca, segura um pouquinho, mas não pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga então se diz: romperam-se os laços.
Então o amor, a amizade são isso.
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço."

O valor da amizade é algo que aprendemos na infância, brigamos, brincamos, conversamos, competimos, essa é uma das primeiras relações que temos oportunidade de experimentar, algumas pesquisas mostram claramente que quando mantemos uma relação de amizade desde muito cedo sentimentos como o da depressão e solidão podem ser administrados com mas facilidades. A amizade com crianças da mesma idade é muito importante porque como compartilham da mesma etapa do desenvolvimento, uma ajuda a outra na construção da autoestima, entendem que existem outras realidades, hábitos...
E essa relação não só tem flores, e como seres humanos em evolução, a competição sempre estará presente e cabe aos pais ensinarem desde cedo que cada um tem um tempo e também cada um tem habilidades que os tornam únicos... Uns correm mais, outros tem habilidades manuais, outros inventam as brincadeiras mais legais... Não é saudável estimular a competição de forma negativa, é importante ajudar seu filho a encontrar as próprias habilidades e ajudá-lo a ficar bem com isso.
Um fator bem importante é com relação a essa identidade, é natural que algumas crianças, como em quase toda relação, tenham a tendência a ser mais dominante, enquanto outros mais submissos, nesses casos, os pais precisam estar atentos e orientar quando perceberem que um ou outro estão perdendo a sua "identidade", então podem lembrá-las como é importantes sermos diferentes... mais lembrem-se que, como crianças, estão experimentando formas de se comportar, então as intervenções devem ser em pequenas doses...
Em outros casos como brigas e desentendimentos devem ser deixados para que as próprias crianças resolvam... é nesse momento que eles estão aprendendo a respeitar os limites, os seus e os do outro...
Os adultos devem ser estimuladores dessas relações, conhecer a família, saber se compactuam dos mesmos valores e estilos de vida ajuda bastante para que a relação flua, sabe.. fiquei pensando nas minhas amigas agora.. como boa capricórniana, tenho poucos e bons amigos e quase todos feitos na infância... Engraçado escrever hoje sobre isso quando encontrei com elas no fim de semana!! Que sorte a minha!
E vocês? Como percebem essas relações? estimulam seus filhos? Estou esperando os recadinhos!!

Bjos!!

Rafaela Gonçalves
Psicóloga
CRP 15/2886

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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Os filhos mais velhos

Boa Noite!! E ai como foram de feriado?? O meu foi bem trabalhoso!! Ainda não consegui deixar posts programados... por isso passo mais tempo do que tenho na frente do pc... A nova sala está quase pronta, algumas frustrações no caminho.. mais tudo vai dar certo no final!! O nosso tema hoje é sobre algo que eu posso falar com muita prioridade, tanto porque é um assunto que tenho observado na maioria das famílias que atendo, como tenho por experiência pessoal: Filhos mais velhos!
Toda mãe diz que o amor que dedica á seus filhos é igual, particularmente eu não concordo, os filhos são diferentes, as afinidades também! Isso nada tem á ver com a quantidade de amor, mais com a relação diferenciada que se tem com cada um deles. Os filhos mais velhos são alvos de estudos por muitas especialidades, eles vem psicológicamente carregados de expectativas, medos... e alguns estudos já falam que geneticamente também existe uma grande diferença entre a concepção de um segundo filho com relação ao primeiro (achei meio confuso o que eu quis dizer...!) Existem cobranças nem tanto positivas, que marcam o crescimento do primogênito e minha intenção aqui hoje é conversar sobre isso!
Sou a mais velha de 3 filhos, quando meu irmão mais novo entrou na nossa vida eu tinha 9 anos, e desde sempre me senti na "obrigação" de ser espelho pra ele, ajudava minha mãe em algumas tarefas e se em alguns momentos minha mãe não tivesse "me colocado no meu lugar" teria extrapolado os limites, e o que seria uma ajuda ocasional teria se tornado um peso pra mim.
É ai a dificuldade que encontramos muitas vezes, pelas atividades diárias e o o tempo para realizar cada atividade que ficou menor, cada vez mais os pais delegam aos mais velhos algumas tarefas, e quando a diferença de idade é muito grande, percebo que essa prática fica mais explícita! E esse tipo de pressão, pode criar na criança uma angústia de quem precisa “dar conta do recado". E quando não consegue realizar ou cumprir com todas as expectativas ela sente que, não é boa o suficiente e uma onda de culpa pode provocar danos seríssimos na auto estima!
O primeiro filho marca a estréia do casal (ou não) como pais, tudo é novo, esperado e inédito, então é natural que muitas vezes os pais se vejam naquele filho e projetem sonhos e desejos pra ele... Então quando nasce o segundo, pelo fato dos pais aqui já terem passado pela experiência, o novo membro encontrará pais mais tranqüilos, mais experientes e mais seguros em seus papéis de mãe e de pai.
A dica de hoje é mais um chamado á reflexão, como vocês percebem seus primogênitos? Muitas vezes costumamos olhar para aqueles que "dão mais trabalho", e talvez o mais velho esteja os poupando do "trabalho" mais pulando etapas! Ter disciplina e ser exemplo é muito saudável, desde que não ultrapasse os limites do bom senso... e como saber qual esse limite?? Só observando... Pergunte ao seu filho o que ele gostaria de fazer e não faz? Se permitam fazer bagunça todos juntos (incluindo os pais), mostrem de forma indireta á essa criança que as expectativas que elas tem que cumprir é a de ser feliz, e que o resto... bom o resto vocês que são pais que devem se preocupar!!
Por hoje é só!! Recebi agorinha minha revista crescer, vou devorar e ver novidades para postar bons temas!!!

bjos,

Rafaela Gonçalves
Psicóloga
CRP15/2886

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domingo, 4 de setembro de 2011

Crenças limitantes

     Bom dia!! Desculpem a minha ausência, mais o dia da mudança está se aproximando e eu estou enlouquecendo co a finalização dos detalhes, tudo deveria estar pronto na sexta para que atendesse na segunda, mais vai ficar para quinta! Bom, justificada minha falta, vamos ao que interessa?? Hoje nós vamos falar sobre Crenças Limitantes, para quem ainda não conhece o termo, usamos no consultório para caracterizar pensamentos, que geram atitudes, que acabam nos impedindo de realizar determinadas tarefas, simplificando... Acreditamos que somos incapazes de fazer alguma coisa, nosso cérebro "bloqueia" e de fato não conseguimos, até mudar o pensamento, é claro.
      As crenças limitantes elas podem ser construídas a partir da forma que nos percebemos no mundo ou ainda pelo que ouvimos as outras pessoas falarem ao nosso respeito, esse último é o que nos interessa aqui no blog hoje. Como vocês sabem, trabalho em dois lugares de condições totalmente diferentes, em um atendo pelo SUS e no outro consultas particulares, na minha ignorância humana acreditava que tratavam-se de mundo diferentes porque, inicialmente, as queixas eram bastanteeeee opostas... Mais ai o tempo foi passando e hoje, com um pouco mais de experiência utilizo exemplos de um lugar para ajudar o outro, e que sorte a minha que aprendo com os dois, todos os dias!
     Quando crianças, temos a tendência em acreditar em tudo que nos é dito, especialmente quando vem da mamãe, do papai, da professora... enfim, das figuras de autoridade, como chamamos. Quando uma mãe me procura, geralmente o faz porque algo não está bom, ou saiu do controle... E estou querendo dizer que elas entram no consultório em estado de nervos, desespero total! E quando estamos no meio de uma crise, poucas vemos conseguimos encontrar soluções, pois então, é justamente ai que as crenças limitantes maissss paralisantes são construídas, porque acredito que meu filho não é capaz, seja de se comportar, seja de aprender... Além do que elas também se consideram incapazes de educar ou se acham a última das mães e vem a famosa culpa que já conversamos aqui! E sabem o que dizem muitas vezes aos filhos? " Você não vai aprender isso nunca?"; ou ainda "você só vai me obedecer quando eu abrir sua cabeça e colocar a regra dentro??" ou seja... NUNCA!! E na inocência infantil eles vão colocando no inconsciente crenças que acabam limitando seus aprendizados...
     Nesse ponto trago a minha experiência na Pestalozzi, algumas mães de crianças com Paralisia Cerebral, levam toda semana, faça chuva, faça sol, para o tratamento, e essa semana fizemos um mutirão do feedback, onde atendemos as mães no lugar das crianças para avaliar resultados e traçar novos objetivos, e algumas me chamaram atenção pelas crenças que tudo pode melhorar apesar das dificuldades serem visivelmente maiores, uma me disse mais ou menos assim "ele vai aprender a ler, porque aprendeu a viver quando ninguém acreditava!" e isso gente é muito forte... Acreditar que, mesmo na dificuldade podemos tirar algo bom, e que tudo pode melhorar...
     Então o que eu sugiro para hoje?? façam uma lista de desejos que não estão obtendo, e em seguida avaliem um por um, sempre se perguntando se você merece aquilo que está desejando, se a maioria das respostas for não, está na hora de avaliar suas crenças e começar a trocá-las por afirmações mais positivas.  Se as respostas forem de maioria sim, liste que parte delas depende de você e mãos á obra!!
     Dessa vez não quero saber as crenças limitantes de vocês não! Quero saber como estão fazendo para superá-las!! E já sabem que precisando de auxílio é só me escrever!!

Bom domingo!! Bjos!

Rafaela Gonçalves
Psicóloga
CRP 15/2886

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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Filhos únicos!


Bom dia!! Ontem arrumando meus livros (colocando numa mala para a mudança do consultório!!) achei um registro de uma cliente de muiitos anos atrás... comecei a ler e me lembrar do desespero que aquela mãe me contava que só tinha tido um filho e devido a outros fatores com um apenas ia permanecer. Ela dizia que o filho era mimado, manhoso e que essas eram características de crianças que não tinham irmãos! Escutei a mãe, conversei sobre as crenças limitantes (tema do próx post) e fui atender a criança... Metade do que a mãe descreveu eram características que ela mesmo tinha determinado que seu filho teria, a outra metade rendeu uns meses em tratamento!! Nesse caso foi mais atendimentos com a mãe, eu precisava que ela entendesse que o fato dele ser mimado e manhoso era algo que ela, junto com o pai tinham desenvolvido e ensinado, e que agora, com esforço e dedicação ela iria colocando limites nele. Nada pode ser em excesso. Carinho, limites, atenção, brinquedos, amor e proteção devem ser tudo equilibrado.
Filhos únicos não apresentam diferenças comportamentais tão relevantes quando comparados á filhos que tem irmãos. O problema na maioria dos casos está na expectativa que aquela criança carrega, e na maioria das vezes ela tem a "carga" de realizar alguns feitos que os pais não conseguiram... Quando se tem irmãos isso fica mais equilibrado! Então como podem ver a dificuldade não está na criança e sim na sua história...
Uma alerta que eu sempre converso com os pais é com relação á socialização, incentivo com mais insistência a procurarem atividades que envolvam grupos como esportes, aulas de línguas, etc... A convivência com crianças da mesma idade é saudável para o desenvolvimento das relações futuras e algumas crianças que não tem irmãos acabam sofrendo da chamada "solidão do filho único" e á medida que ela estabelece relações essa tendência acaba diminuindo e ela tem oportunidade de amadurecer.
Encontramos vantagens e desvantagens nessa escolha, sendo a primeira uma capacidade de dar mais conforto e atenção já que não precisa se dividir entre tantos gostos diferentes... E a segunda a incapacidade de vivenciar momentos que só acontece entre irmãos, ainda poderia descrever outros prós e contras, mais minha intenção não é incentivar nem uma coisa, nem á outra, eu mesmo queria ter uns 5 ou 6 filhos, mais conforme vou vivendo acho que um será suficiente!! vamos ver maisssss na frente ne?!
A dica hoje é, em especial, para as mamães, percebo que tanto amor e dedicação que elas desprendem para seu único filho muitas vezes sufoca e em casos mais extremos amputam... Conheci algumas que acreditavam que ninguém era suficientemente bom ou atencioso para cuidar do seu filho, e além da exigência com o mundo a superrrrrrrexigência com ela mesma não a deixa relaxar ou desfrutar de momentos únicos... Então... Estarei aqui á disposição para ajudá-las a se tranquilizarem e ajudarem seus filhos a crescerem saudáveis!!!
Por hoje é só!!

Bjos,

Rafaela Gonçalves
Psicóloga
CRP15/2886

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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Sexualidade infantil... Preparando os pais!


Boa Noite! Maceió não está deixando minha gripe ir embora, mais já me sinto bem melhor e retornei ao trabalho!! Essa semana e a próxima estarei nos preparativos do meu novo consultório, é um projeto muito maior porque estou fazendo isso sozinha! Tenho muita fé que tudo dará certo e conto com a ajuda de vocês!!
O tema hoje é sobre Sexualidade infantil, este sempre foi considerado pelos pais algo difícil de ser debatido, apesar de estarmos numa revolução em termos de informação, quando os pequenos fazem "aquelas” perguntas desconcertantes parece-me que nos pais disparam um sinal de alarme, seja por desinformação, por preconceitos, por medos (e esse é o que eu mais percebo) ou, até mesmo, porque não existe um espaço de tempo para conversar com os filhos sobre o assunto, ficando muitas vezes a cargo apenas da escola ou dos colegas!! A desatenção e as respostas superficiais ás perguntas das crianças acabam despertando uma curiosidade de saber o que de fato existe de tão proibido!
É importante que as perguntas e curiosidades das crianças tenham liberdade para serem colocadas e respondidas com naturalidade e clareza, e principalmente na medida em que vão se dando. Algumas vezes encontro pais que, na esperança de se livrarem logo da situação, disparam a falar ansiosamente e além da necessidade da criança, dando informações que podem gerar tensão e ansiedade desnecessária... Aqui está o grande segredo afinal! Falem apenas o necessário e quando sentirem que já não estão mais curiosas, ou seja, que a pergunta inicial já foi respondida, esperem até a próxima vez para entrar em mais detalhes (e não se preocupem, muiiitas vezes eles os procurarão, se estiverem á vontade).
Uma outra orientação para este momento é, falem sempre a verdade, introduzindo inclusive palavras científicas ( como pênis, vagina, etc..), para que possam mostrar a seriedade do assunto, evitando assim gozações, malícia, palavras de duplo sentido. As primeiras dúvidas giram em torno da diferença de gênero e em seguida sobre o nascimento, como vieram ao mundo, etc...
Abaixo vocês terão oportunidade de ler sobre as etapas do desenvolvimento da sexualidade, ela foi primeiramente estudada por Freud láá no século 20, acho que é bastante interessante vocês terem o conhecimento de cada etapa, para que possam ir se preparando... o texto não é meu, procurei bastante e achei ele bem completo no http://www.educaja.com.br, lá vocês encontrarão outras referências mais específicas: (vou colocar o texto em itálico para que vocês saibam onde não é da minha autoria)

As faixas etárias de cada fase não são absolutas, mas aproximadas
a) 0 a 2 anos – Oral
Nos primeiros meses, o prazer da criança se concentra na região da boca, sua atenção está voltada para o que entra e sai de seu corpo via oral: ela suga o seio da mãe, chupa mamadeira, come papinha, regurgita (mas já é capaz de ter sensações agradáveis nos órgãos genitais). A boca é sua forma de comunicação com o meio externo

b) 2 a 3 anos – Anal
Quando começa a deixar as fraldas, a atenção da criança se volta para suas necessidades fisiológicas: ela começa a perceber que pode controlar o esfíncter (músculo envolvido na evacuação), cujos movimentos também proporcionam sensação de prazer. Ficam orgulhosas do que seu corpo produz, algumas nem querem dar a descarga. Pais e professores também colaboram para o aumento de atenção nessa etapa, perguntando o tempo todo se a criança quer fazer cocô ou xixi

c) 4 a 6 anos – Fálica
Começam a descobrir/explorar seus órgãos sexuais e a perceber as diferenças anatômicas entre meninos e meninas. A curiosidade estimula a masturbação e as brincadeiras sexuais com outras crianças. O orgasmo é possível, embora os meninos não ejaculem. Nessa fase a criança já tem total consciência de sua identidade sexual (noção sobre seu sexo, diferente de orientação sexual, que pode ser homo, bi ou hétero). É também a fase das perguntas sobre sexo e a origem dos bebês

d) A partir dos 7 – LatênciaÉpoca que antecede a puberdade e a criança está se preparando psiquicamente para as intensas mudanças que virão. Nessa fase, que coincide com o início da vida escolar, a sexualidade fica em segundo plano, em detrimento de novas descobertas, especialmente no terreno intelectual. A curiosidade sexual não desaparece, mas fica latente

Pergunto sempre aos pais como lidam com a própria sexualidade, porque muitas vezes é fator determinante para um bom diálogo, e hoje percebo um crescimento de pais na clínica quando o assunto é: até onde é saudável meu filho saber? E novamente eu oriento, sem ansiedades, sem arrodeios, expliquem apenas a pergunta feita, e ficarão surpresos com a naturalidade que eles demonstrarão estar satisfeitos! E por favor, não deixem que eles aprendam com outras pessoas, porque a confiança está sendo estabelecida em momentos como esse e lááá na adolescência fará toda diferença!!
Acho que é isso!! Preciso confessar que, a cada post sempre tenho ceretza que falta muito mais a ser falado.. mais morro de medo de ficar aquelas leituras chaaatas e compridas...

Bjos a todos!!

Rafaela Gonçalves
Psicóloga
CRP15/2886

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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Lembranças...



Bom dia!! Não faltou vontade para escrever no fds.. mais faltou disposição! Pois é... Adoeci desde sexta e estou aqui de cama, morrendo de vontade de ir trabalhar mais me dando o direito de ficar boa... Hoje vou falar de um assunto que me ocorreu na noite passada enquanto via um desenho, as lembranças!
Existia uma coleção que era narrada pela Xuxa chamada "Coleção era uma vez", eram histórias clássicas que todos os meses saiam nas bancas de revistas, me lembro que meu pai comprava e deitadas na cama, eu e minha irmã, com minha mãe ouvíamos ela contar histórias da branca de neve, chapeuzinho vermelho, barba azul e a minha preferida, As flores da pequena Ida. Minha mãe contava no fim da tarde depois das nossas tarefas de casa, me lembro perfeitamente que era muito melhor do que a própria xuxa narrando...
Gosto de acreditar que cada lembrança está guardada num baú interior, ou como chamamos na Hipnoterapia, no insconsciente, que pode ser acessado de vez em quando para nos presentear com o momentos prazeirosoa da nossa vida! Eu sempre peço que papais e mamães busquem essas memórias e o bem estar que elas causam, vocês vão entender mais embaixo...

As brincadeiras de hoje definitivamente não se parecem em nada com ás do meu tempo... ás do meu tempo eram muitooo "adiantadas" para as do tempo da minha mãe e assim por diante, o fato é que algumas coisas não mudam, ou pelo menos não deveriam... a cumplicidade das lembranças entre pais e filhos.

Participar da rotina dos filhos, é dica antiga ne?! Mais se divertir junto é algo que ainda vejo como dificuldade, os pais esqueceram como se brinca e pior... esqueceram como se divertem!! Uma vez pedi á um pai que brincasse com seu filho no consultório para que eu pudesse ver a cumplicidade dos dois e o pai brincava sem interagir, prestava atenção em tudo, menos naquele momento... e perdeu uma grande oportunidade de construir uma boa lembrança!

Estejam inteiros, em todos os momentos, e nada de achar que no seu tempo que as coisas eram boas, que tal aproveitar a oportunidade e aprender um pouco mais sobre a tecnologia? ou os brinquedos modernos?? E vez por outra apresentar o que vocês faziam para se divertir e construirem juntos memórias que ficarão pra sempre!! O importante é o brincar, e não o brinquedo. É possível improvisar brinquedos ou brincadeiras se o fizeram em conjunto, se ouvindo e ouvindo a outra parte. Enquanto brincam, pais e mães tem a oportunidade de conhecer o universo do seu filho, de perceberem seus sentimentos e pensamentos, e um dado muiiito importante... é nesse momento que a oportunidade de ver representado na brincadeira como a relação pai/mãe/filho está sendo percebida, pelo outro ângulo.

Se joguem no universo dos seus filhos, desfrutando, aprendendo e revivendo a parte boa de não ter com o que se preocupar!! Tenho ensinado os pais á brincarem, a se divertirem de novo usando o lúdico, deixando o inconsciente fluir... Sabem como faço isso?? Uso a hipnose e a arteterapia em conjunto! Assim fica fácil não desistir da terapia!!

O post hoje foi light e curtinho, eu realmente não me sinto bem.. mais já vou pensar num tema bem legal para essa semana ainda!! Mais antes quero saber... Qual a melhor memória da sua infância??

Aguardo os recadinhos!!


Bjosssss



Rafaela Gonçalves

Psicóloga

CRP 15/2886



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